A atualização da NR-1 trouxe os riscos psicossociais para dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), no mesmo patamar de outros riscos ocupacionais já regulamentados. Na prática, isso significa que empresas precisam identificar, avaliar e gerenciar fatores como sobrecarga de trabalho, assédio moral e falta de clareza sobre papéis, da mesma forma que já fazem com riscos físicos e ergonômicos.
O que muda na prática
A norma não exige um “programa de bem-estar” genérico. Ela pede um processo estruturado: identificação dos riscos psicossociais presentes no ambiente de trabalho, avaliação da exposição dos times a esses riscos e definição de medidas de prevenção e mitigação, com acompanhamento contínuo.
Como as empresas podem começar
- realizar um diagnóstico inicial dos riscos psicossociais mais presentes na organização;
- documentar esse diagnóstico dentro do PGR já existente;
- estruturar ações de prevenção, que podem incluir capacitação de lideranças, canais de escuta e acesso a apoio psicológico;
- revisar periodicamente os indicadores, já que riscos psicossociais mudam com o tempo e com o contexto do negócio.
Compliance e cuidado com as pessoas não são excludentes
Embora a adequação à NR-1 seja também uma questão de conformidade legal, as empresas que tratam o tema com seriedade tendem a colher benefícios além do compliance: menos afastamentos, menor rotatividade e um ambiente de trabalho mais saudável para todos.